Na equitação, o doping é a administração não consentida de fármacos ou substâncias não permitidas a animais de competição para alterar o seu desempenho. Em 2017 a FEI (Federação Equestre Internacional) estabeleceu o cobalto como substância controlada nos cavalos de concurso.

Medicação controlada vs substância proibida

A FEI distingue dois grupos: a medicação controlada (substâncias que, abaixo de uma concentração, não são consideradas doping e são usadas para tratar o cavalo, eliminando-se do organismo antes de competir) e as substâncias proibidas (doping pela sua mínima presença). O cobalto está no primeiro grupo.

O que é o cobalto e para que serve

O cobalto é um mineral que se encontra de forma natural na crosta terrestre e em pequenas quantidades em rações e forragens. A flora do intestino grosso usa-o para sintetizar vitamina B12, que intervém na síntese de proteínas e no metabolismo de hidratos e gorduras. Integrado na B12 (juntamente com ferro e cobre), estimula a formação de glóbulos vermelhos, que transportam oxigénio aos tecidos.

A dose necessária na dieta é de cerca de 0,05 mg por quilo de matéria seca (0,5–0,7 mg por dia num cavalo de 500 kg). Como o cobalto já está presente em rações e forragens, uma dieta normal fornece mais do que o necessário; nunca foi descrita doença por deficiência nem se considera necessária a sua suplementação.

Por que se controla

A ideia de suplementar cobalto vinha do atletismo humano, onde foi usado para aumentar a produção de glóbulos vermelhos e tratar a anemia. Pensou-se que no cavalo melhoraria a potência e a resistência. Mas os estudos de 2015–2016 demonstraram que uma dose alta não aumenta de forma significativa os glóbulos vermelhos, enquanto que a sobredosagem sim provoca efeitos adversos.

Num estudo com éguas, as que receberam as doses mais altas (1,2–4 mg/kg) mostraram hipertensão e taquicardia; as de doses mais baixas, grande ansiedade. A conclusão: uma dose alta de cobalto não tem valor terapêutico e apenas aumenta o risco de dano cardíaco e morte súbita. Por isso se controla: não porque melhora o desempenho, mas porque pode prejudicar a saúde do cavalo.

Como aumentar os glóbulos vermelhos sem doping

Para evitar a anemia e sustentar a energia e vitalidade para a competição, existem suplementos seguros:

Do catálogo Equinvest

Iron X Cell — ferro e vitaminas do grupo B

Rico em ferro e vitaminas do grupo B, que favorecem a formação de glóbulos vermelhos e as funções metabólicas do exercício. Inclui sorbitol, que aumenta a concentração de vitamina B12.

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Do catálogo Equinvest

Boosters energéticos para competição

Como apoio pontual, os boosters em seringa: Bioactive (pólen de abelha, L-carnitina e B12) no dia da prova, e Multiplex (alta concentração de vitaminas B) na semana anterior. Também Ferx, que adiciona cobre ao ferro e às vitaminas B.

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Para recordar
  • Desde 2017 a FEI controla o cobalto: uma dieta normal já fornece o que o cavalo necessita para sintetizar vitamina B12.
  • Controla-se porque a sobredosagem não melhora o desempenho mas sim prejudica a saúde (risco cardíaco e morte súbita).
  • Para aumentar os glóbulos vermelhos com segurança existem suplementos de ferro e vitaminas B (Iron X Cell, Ferx) e boosters legais.

A informação deste artigo é divulgativa e não substitui o critério de um veterinário registado. Consulte sempre a regulamentação antidoping vigente e o seu veterinário antes de suplementar um cavalo de competição.

Este artigo tem fins informativos e não substitui o diagnóstico nem o tratamento de um veterinário inscrito na ordem. Em caso de emergência, contacta o teu profissional de referência.

AR
Sobre o autor

Ana Rivero

Veterinaria especializada en medicina equina con más de quince años de experiencia clínica en cuadras deportivas. Colabora con Equinvest en contenidos de salud y nutrición.